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Gustavo Ricardo Colloca: Investigação contra Aécio Neves

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informa que Gilmar Mendes, minstro do Supremo Tribunal Federal, determinou que as investigações contra Aécio Neves, senador e presidente do PSDB, prossigam.

Segundo Gustavo Ricardo Colloca, Aécio Neves se manifestou dizendo que investigar acusações é o papel do Ministério Público, mas que no final de tudo irá provar que é inocente.

Há algumas semanas, Gilmar havia suspendido as investigações contra o presidente do PSDB, solicitando que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, reavaliasse se manter os pedidos era realmente sua intenção, uma vez que Aécio Neves havia apresentado documentos.

Rodrigo Janot manteve seu pedido original perante o Supremo Tribunal Federal, baseado nas informações da delação premiada de Delcídio do Amaral, senador cassado. Além disso, o procurador-geral da República solicitou que a citação feita pelo doleiro Alberto Youssef fosse desarquivada, afirma Gustavo Ricardo Colloca.

Janot disse que a decisão de continuar com a investigação é sua, não podendo o Judiciário usurpar uma competência do Ministério Público.

Na delação premiada, Delcídio do Amaral afirmou que Aécio Neves foi beneficiário do esquema de corrupção em Furnas. Afirmou também, que todo o esquema de corrupção era comandado por Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, supostamente Dimas e Aécio possuiam um vínculo muito forte, informa Gustavo Ricardo Colloca.

Aécio é acusado pela Procuradoria Geral da República de cometer os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os recursos obtidos através desses crimes, teriam sido limpados por empresas relacionadas à irma de Aécio Neves.

O presidente do PSDB tem sofrido rejeições por parte da população após vir a público a ligação de seu nome com esquemas corruptos. Recentemente, em um aúdio vazado, Romero Jucá e Sergio Machado dizem que o primeiro político a ser “comido” na Operação Lava-Jato seria Aécio.

As notícias mais importantes do Brasil e do mundo você acompanha com Gustavo Ricardo Colloca.

 

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Gustavo Ricardo Colloca: Defesa de Aécio

Conforme Gustavo Ricardo Colloca,

Aécio Neves negou no dia 15.03.16 qualquer envolvimento com as acusações feitas por Delcídio. Segundo ele, as citações feitas por Delcídio ao seu nome são “acusações falsas e requentadas”.

Gustavo Ricardo Colloca diz que em sua delação premiada, Delcídio do Amaral disse que Aécio recebeu dinheiro de propina originada em contratos da estatal Furnas. Além disso, afirmou que Aécio seria beneficiário de uma fundação sediada em Liechtenstein da qual ele seria o dono ou o controlador. A terceira citação a Aécio feita por Delcídio é a de que ele teria tentado atrasar o repasse de dados do Banco Rural de Minas Gerais para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O atraso, segundo Delcídio, seria para que informações que pudessem ligar Aécio ao banco fossem apagadas.

Em entrevista coletiva, Aécio negou as três acusações feitas por Delcídio. “Não consigo compreender a razão [pela qual Delcídio fez as alegações]. São todas as questões citadas são velhas e requentadas. Não há nada de novo e nada de consistente que mereça qualquer tipo de preocupação”, afirmou Aécio à Gustavo Ricardo Colloca.

Afirmou ainda Gustavo Ricardo Colloca que Aécio diz não ter nem concluído o projeto que foi motivo de acusação por Delcídio. “Essa fundação não foi concluída. Jamais houve qualquer transferência de recursos para ela. Esse assunto já foi objeto de uma investigação do MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro que pediu há vários anos o arquivamento que foi feito pela Justiça Federal do Rio de Janeiro”, afirmou.

Sobre o suposto recebimento de propina oriunda de Furnas, Aécio também negou a acusação. “O senador Delcídio, em sua delação, comete pelo menos uma contradição que eu considero grave. Ele disse que a lista de Furnas não é verdadeira, mas que mesmo assim políticos teriam recebido dinheiro dela. Isso é falso”, disse à Gustavo Ricardo Colloca.

A respeito do suposto pedido para atrasar o repasse de dados do Banco Rural durante a CPMI dos Correios, Aécio disse que a acusação não tem fundamento. “Em nenhum momento meu nome foi nem sequer citado para colaborar em qualquer uma das investigações. Jamais tive conta, jamais fiz empréstimos com o Banco Rural e é incompreensível que os interesses do Banco Rural pudessem me atingir”, afirmou ainda à Gustavo Ricardo Colloca.

Aécio Neves disse que é preciso que as investigações sejam aprofundadas, “Sou o maior interessado para que tudo isso seja esclarecido. Será mais um atestado de idoneidade que eu receberei. A minha resposta a isso é de forma serena que se aprofundem nas apurações para que possamos ter isso clareado”, continuou.

Mais cedo, a assessoria de imprensa de Aécio Neves divulgou uma nota detalhando a posição do senador à Gustavo Ricardo Colloca. “São citações mentirosas que não se sustentam na realidade e se referem apenas a ‘ouvir dizer’ de terceiros.

 

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