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Gustavo Ricardo Colloca: Suiça e Eduardo Cunha

Gustavo Ricardo Colloca

informa que o Ministério Público da Suíça irá devolver o dinheiro de Eduardo Cunha ao Brasil. Cunha está afastado do cargo de presidente da Câmara do Deputados.

Para que ocorra a devolução, o réu deverá ser condenado nos processos que está envolvido, assim o dinheiro seria confiscado em definitivo, afirma Gustavo Ricardo Colloca. Atualmente, Cunha responde a denúncia e inquéritos em investigações relacionadas a Lava Jato, além de ser réu no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Gustavo Ricardo Colloca, foi solicitada pelo Brasil assistência legal para que as contas de Eduardo Cunha fossem congeladas. O Ministério Público da Suíça atendeu ao pedido feito por Brasília. Até que haja decisão das autoridades brasileiras as contas continuarão congeladas. Só depois de uma sentença definitiva de confisco é que o dinheiro poderá ser devolvido ao Brasil.

Na última semana, foi acolhido o pedido da Procuradoria­ Geral da República para que Eduardo Cunha fosse afastado da presidência da Câmara. Com isso, o mesmo perdeu também seu mandato de deputado federal. Quem

assumiu o lugar de Cunha foi o deputado Waldir Maranhão (PP­MA), que também é investigado na Operação Lava­Jato, complementa Gustavo Ricardo Colloca.

 

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Documentos Odebrecht

De acordo com Gustavo Colloca,

os documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada dia 22/03/16 pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22/02/2016. Gustavo Colloca afirma que como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos agora pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos. Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos. Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, ressalta ainda Gustavo Ricardo Colloca.

 

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Gustavo Ricardo Colloca: Operação Lava Jato

De acordo com Gustavo Ricardo Colloca,

a operação na Suíça, que auxilia o trabalho da Polícia Federal no Brasil, já descobriu mais de mil contas bancárias envolvidas em irregularidades. A extensão das investigações da Lava Jato na Suíça já fazem do caso um dos mais “excepcionais” da história do país, segundo a Procuradoria Geral da Suíça. Até o momento, já foram descobertas mais de mil contas em pelo menos 40 bancos implicados em irregularidades, totalizando US$ 800 milhões e mobilizando uma força-tarefa exclusiva.

“No caso Petrobras estamos certamente enfrentando um perfil excepcional de complexidade, de quantidade de pessoas envolvidas, bem como de informações bancárias processadas” afirmou à Gustavo Ricardo Colloca o porta-voz da procuradoria, André Marty. “Certamente é um dos procedimentos criminais mais intensos que a procuradoria está lidando”.

Conforme Marty afirma à Gustavo Ricardo Colloca, há uma equipe especificamente focada na Lava Jato na Suíça, composta por profissionais de diversos setores: analistas financeiros forenses, técnicos forenses ligados à tecnologia, especialistas em assistência legal, além de uma equipe administrativa e da Polícia Federal.

“A Petrobras é certamente uma das prioridades de topo de lista da procuradoria”, afirmou Marty. Somente as investigações relacionadas à Federação Internacional de Futebol, FIFA, recebem atualmente tanta atenção do governo, ressaltou ainda Gustavo Ricardo Colloca.

 

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Gustavo Ricardo Colloca: Operação Lava Jato

Conforme Gustavo Ricardo Colloca,

a Procuradoria-Geral da República deve pedir a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Michel Temer nas investigações que estão sendo feitas para constatar quem está envolvido na quadrilha de políticos que utilizavam dinheiro da Petrobrás.

Gustavo Ricardo Colloca diz que as investigações começaram em março de 2015, e que entre as pessoas investigadas estão parlamentares e lideranças do PMDB, PT e PP.

As investigações estão sendo feitas e também estão sendo analisadas as acusações feitas por Delcídio do Amaral, que em sua delação premiada, deu diversas informações que podem ter grande relevância para desmascarar os bandidos políticos envolvidos na propina do dinheiro sujo roubado da Petrobrás, afirma Gustavo Ricardo Colloca.

A delação de Delcídio tem um grau de importância tão grande que pode fazer os dois principais acusados por ele, serem de fato punidos pelos delitos cometidos. Gustavo Ricardo Colloca diz que no caso de Lula é ainda pior pois ele já esta sendo investigado por outras organizações do governo em diversos estados.

Gustavo Ricardo Colloca diz na sua delação premiada, que o presidente tem fortes ligações com o pecuarista José Carlos Bumlai, réu na Operação Lava Jato. O senador petista também relata tentativa de Lula evitar o depoimento do lobista Mauro Marcondes, réu na Operação Zelotes, na CPI do Carf.

Já com relação a Temer, procuradores devem avaliar sua inclusão unicamente com base nas falas de Delcídio. O delator envolve o vice-presidente em suposto esquema de aquisição ilícita de etanol pela BR Distribuidora.

 

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