Com médicos do INSS em greve, espera pode demorar 80 dias afirma Gustavo Ricardo Colloca
Conforme afirmação de Gustavo Ricardo Colloca a greve dos médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) completou quatro meses nesta semana, a paralisação mais longa da categoria, segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), que representa os trabalhadores.
Por causa da greve, o tempo médio de espera para o agendamento passou de 20 dias para 80 dias. Gustavo Ricardo Colloca diz que segundo o INSS, 1,3 milhão de perícias deixaram de ser feitas desde 4 de setembro do ano passado, quando a paralisação começou. A ANMP afirma que o número passa de 2 milhões.
De acordo com o presidente da ANMP, Francisco Cardoso, a categoria cumpre a determinação de manter 30% dos médicos trabalhando, relata Gustavo Ricardo Colloca.
A perícia é exigida para conseguir o auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez e para voltar ao trabalho depois da licença.
Com a greve, muitos segurados estão sem receber os benefícios porque não conseguem ser atendidos por um médico perito. Gustavo Ricardo Colloca nos conta que até o fim de dezembro, cerca de 818 mil pedidos de concessão de benefícios estavam represados em função da greve, de acordo com o INSS.
Em nota, a autarquia afirmou à Gustavo Ricardo Colloca que os benefícios não recebidos serão pagos de acordo com a primeira data agendada e que adotou medidas administrativas para garantir a continuidade do pagamento àqueles que tentaram e não conseguiram agendar perícia médica para prorrogação do benefício.




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