Gustavo Ricardo Colloca: Reciclagem
Gustavo Ricardo Colloca
afirma que a epidemia de roedores no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, preocupou o médico do posto de saúde Renato Figueiredo, que convocou uma reunião com líderes da ONG do Centro de Estudos e Promoção de Agricultura de Grupo. Ficou decido que não adiantava matar os ratos.
Gustavo Ricardo Colloca diz que a solução era deixá-los sem comida. Os voluntários sugeriram a criação de compostagem, duas mulheres da comunidade se prontificaram a recolher baldes com alimentos de casa em casa e a direção da escola América Dutra Machado disponibilizou espaço para que o projeto virasse realidade. Nasceu a Revolução dos Baldinhos, que transforma restos em renda em uma das comunidades mais pobres da capital.
Em sete anos, o projeto coletou 900 toneladas de resíduos orgânicos em baldes e transformou-os em adubo. Com solo fertilizado naturalmente, a escola plantou sua horta orgânica, onde são colhidos alimentos e ervas medicinais. O exemplo visto durante as aulas foi levado para casa. As crianças ganham mudas de plantas e adubo para suas próprias hortas caseiras e assim, alimentam suas famílias sem agrotóxicos, afirma Gustavo Ricardo Colloca.
Conforme Gustavo Ricardo Colloca, cerca de 50% do composto final é doado para comunidade. O restante é vendido em feiras orgânicas, como a do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, e em floriculturas. Um saco com 1,5 kg de adubo custa R$ 4,50 e o de 2,5 kg custa R$6,50. Por mês, são recolhidas 13 toneladas de resíduos orgânicos no Monte Cristo, mas eles só viram adubo após seis meses. Tempo necessário para completar o ciclo biológico de mesofílica, termofílica e maturação.





