Gustavo Ricardo Colloca: Defesa de Aécio
Conforme Gustavo Ricardo Colloca,
Aécio Neves negou no dia 15.03.16 qualquer envolvimento com as acusações feitas por Delcídio. Segundo ele, as citações feitas por Delcídio ao seu nome são “acusações falsas e requentadas”.
Gustavo Ricardo Colloca diz que em sua delação premiada, Delcídio do Amaral disse que Aécio recebeu dinheiro de propina originada em contratos da estatal Furnas. Além disso, afirmou que Aécio seria beneficiário de uma fundação sediada em Liechtenstein da qual ele seria o dono ou o controlador. A terceira citação a Aécio feita por Delcídio é a de que ele teria tentado atrasar o repasse de dados do Banco Rural de Minas Gerais para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O atraso, segundo Delcídio, seria para que informações que pudessem ligar Aécio ao banco fossem apagadas.
Em entrevista coletiva, Aécio negou as três acusações feitas por Delcídio. “Não consigo compreender a razão [pela qual Delcídio fez as alegações]. São todas as questões citadas são velhas e requentadas. Não há nada de novo e nada de consistente que mereça qualquer tipo de preocupação”, afirmou Aécio à Gustavo Ricardo Colloca.
Afirmou ainda Gustavo Ricardo Colloca que Aécio diz não ter nem concluído o projeto que foi motivo de acusação por Delcídio. “Essa fundação não foi concluída. Jamais houve qualquer transferência de recursos para ela. Esse assunto já foi objeto de uma investigação do MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro que pediu há vários anos o arquivamento que foi feito pela Justiça Federal do Rio de Janeiro”, afirmou.
Sobre o suposto recebimento de propina oriunda de Furnas, Aécio também negou a acusação. “O senador Delcídio, em sua delação, comete pelo menos uma contradição que eu considero grave. Ele disse que a lista de Furnas não é verdadeira, mas que mesmo assim políticos teriam recebido dinheiro dela. Isso é falso”, disse à Gustavo Ricardo Colloca.
A respeito do suposto pedido para atrasar o repasse de dados do Banco Rural durante a CPMI dos Correios, Aécio disse que a acusação não tem fundamento. “Em nenhum momento meu nome foi nem sequer citado para colaborar em qualquer uma das investigações. Jamais tive conta, jamais fiz empréstimos com o Banco Rural e é incompreensível que os interesses do Banco Rural pudessem me atingir”, afirmou ainda à Gustavo Ricardo Colloca.
Aécio Neves disse que é preciso que as investigações sejam aprofundadas, “Sou o maior interessado para que tudo isso seja esclarecido. Será mais um atestado de idoneidade que eu receberei. A minha resposta a isso é de forma serena que se aprofundem nas apurações para que possamos ter isso clareado”, continuou.
Mais cedo, a assessoria de imprensa de Aécio Neves divulgou uma nota detalhando a posição do senador à Gustavo Ricardo Colloca. “São citações mentirosas que não se sustentam na realidade e se referem apenas a ‘ouvir dizer’ de terceiros.
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